Autobhan

“Autobhan é um termo da língua alemã que significa literalmente caminho ou percurso (Bahn) para carros (Auto). O termo oficial é Bundesautobahn (auto-estrada federal).

A  autobahn na Alemanha é similar a uma auto-estrada. O que diferencia a autobahn de uma auto-estrada de outros países é a ausência do limite de velocidade, porém recomenda-se uma velocidade de 130 km/h. Somente estradas de duas vias em cada direção são consideradas do tipo autobahn na Alemanha. Obviamente há limite de velocidade em lugares perigosos, regiões montanhosas, estradas sinuosas ou perto de regiões urbanas com trânsito intenso.” ( Wikipédia)

A primeira autobahn foi construida em 1935 e, de lá para cá, a Alemanha foi, literalmenmnte, rasgada por autoestradas, além das estradas comuns que têm limites de velocidade bem rígidos, mas são excelentes.

As primeiras autobahnen (autobahnen é o plural de autobahn) foram construídas por interesses estratégicos. Hitler queria garantir o fácil e rápido deslocamento de suas tropas. Os carros da época nem eram capazes de desenvolver velocidades muito altas com segurança e tão pouco havia tantos carros assim.

A motorização em massa do povo norteamericano se deu com o Ford Modelo T nas três primeiras décadas do século XX. Não havia estradas, estas foram construídas depois, por causa dos carros. O povo alemão só foi motorizado em massa depois da segunda grande guerra, pelo Fusca que, nos primeiros anos de sua existência, mal chegava aos cem quilômetros por hora o que perto do Modelo T o transformava num bólido. E já havia as autobahnen.

Em 1954 a Volkswagen aumentou pela segunda vez em sua história a potência de seu motor, vale dizer do motor do Fusca que era seu único modelo de então. O aumento de potência foi de 25 para 30 CV e foi obtido por aumento da cilindrada para 1192 cm³ e da taxa de compressão para 6:1.

Estou narrando este fato porque a imprensa da época não o deixou passar em brancas nuvens. Todos lembravam ainda da discussão pública travada entre M. Nordhoff, diretor geral da VW e Dr Koenecke, diretor geral da Mercedes Benz na qual o primeiro sustentava ser inútil fabricar carros capazes de superar os 100 km/h de velocidade já que a maioria dos motoristas não sabiam pilotá-los com segurança nesta velocidade. Desnecessário dizer que os Mercedes da época já iam muito além disto.

Pois bem, com a nova motorização os VW tornaram-se capazes de ultrapassar os 110 km/h e Nordhoff, é claro, não fez qualquer comentário a respeito desta contradição, mas a imprensa cobrou. Disciplina germânica.

Quero com isto mostrar que as condições que “moldaram” o carro alemão atual foram muito peculiares e só poderiam dar no que deu: carros de classe e qualidade superior, capazes de desenvolver altas velocidades com grande segurança, conforto e economia e que, por isto mesmo, são admirados, desejados e copiados em todo o mundo.

É por isto que eu digo que alemão faz carro para alemão. O resto do mundo compra porque gosta, pena que poucos tenham poder aquisitivo para fazê-lo. Já a indústria nacional tem, por óbvio, que fazer carro para brasileiros andarem nas estradas e ruas brasileiras. Por isso os carros brasileiros são fortes para resistir às péssimas condições dos pavimentos, mas são pouco potentes e lentos. Fazem sucesso no terceiro mundo.

*A foto é de 1973 na construção da primeira Autobhan com 6 pistas da Alemanha.

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